terça-feira, 4 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Hospital São Sampson

São Sampson, o Hospitaleiro, nasceu em Roma, onde se dedicou ao estudo da medicina. Mudou-se para Constantinopla, morando em uma pequena casa que acolhia os doentes, não apenas cuidado da saúde física, mas também oferecia conforto espiritual, conselhos e esperança, encorando-os na Fé Cristã.
   
Dada suas virtudes, foi ordenado padre pelo Patriarca de Constantinopla. Quando o imperador Justiniano, o Grande, ficou doente, teve um sonho que apenas Sampson poderia cura-lo. O médico, já ancião, o curou de sua moléstia. O Imperador lhe ofereceu uma soma bastante considerável, mas ele recusou, porém, pediu que construísse um hospital para atender gratuitamente os pobres. Com o auxílio do monarca, São Sampson fundou o hospital que recebeu seu nome, que se tornou o maior hospital gratuito do império Bizantino, servindo seu povo por mais de 600 anos. 
  
Faleceu em 27 de junho de 530 D.C. Após sua morte, São Sampson apareceu muitas vezes para aqueles que invocaram sua ajuda.

Hospital São Sampson

Natal sem noite feliz

Ela estava deitada naquela cama, o ventre volumoso em 8 meses de gravidez. Nada podia arranca-la dos gemidos enquanto seu corpo ardia em febre. Os humildes médicos da aldeia (na verdade simples mestres das ervas) nada puderam fazer. E nenhum vizinho quis me ajudar a transporta-la pelas montanhas até a estrada mais próxima, por medo de também ser vitima daquela doença maldita. Até mesmo os pais dela tinham medo de se aproximar. Assim, apenas eu pude tentar conforta-la. Felizmente estas pessoas de quem falei, ao menos ajudaram a tocar nosso sítio enquanto eu cuidava de Anna Kwiatkowska. Naquela época, eu ainda era Jan Kwiatkowski.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Taberna “Sovngard”

Atravessando o Portão São João Prodrome, para além das muralhas de Constantinopla, na região de KYNEGION , às margens do Corno de Ouro, está a taberna “Sovngard”.


Megalos Pyrgos (Torre Galata)

Torre Galata

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Prece de Gundeico

 “Senhor todo poderoso,

Venho por meio de esta prece agradecer por tudo que me foi oferecido: a ciência, a curiosidade, a vida, Vasti, meus pais e Constantinopla.

Rogo para que sempre volte seu olhar aos que necessitam de mim, para que suas súplicas cheguem o mais rápido possível e que possa tomar a melhor decisão no momento esperado.

Vida em Constantinopla

Enfim Constantinopla, a terra que lhe foi prometida.

 Barco com Gundeico se aproximando do Porto Theodosius


Aprendendo a navegar VII


Como era previsto, a frota de Ragnar, o pai, saiu vitoriosa do ataque dos pechenegues sedentos de riquezas dinamarquesas. Agora, seus desejos estavam sendo saciados com a água salgada do mar e seus corpos, escoltados por tubarões. Mesmo em número superior, todos deveriam saber que atacar vikings no mar era uma tarefa quase impossível de ter sucesso.

A travessia


"O mundo está em constante transformação. Os pequenos seres vivos em mutação." - Pensou Gundeico.

Já tinham se passado sete longos e eternos dias. Comparado aos cinco anos que ficou em Alexandria, percebeu que suas habilidades no mar não foi uma herança deixada pelo pai. Aliás, nem pela experiência de quando era menino.

 Barco onde se encontrava Gundeico

Aprendendo a navegar VI



Acima da quilha virada
Escale, com um coração de aço
Gelado é o vapor do oceano
E a sua morte está chegando
Com donzelas você satisfez sua vontade

Todos devem morrer um dia
Todos devem morrer um dia

quarta-feira, 29 de maio de 2013

De volta ao mar

Após tantos anos na presença de Vasti, somente duas coisas o surpreendeu: o dia em que os pais dela disseram que precisariam retornar a Constantinopla, pois já havia se passado mais de dois anos e necessitavam retornar a corte real e a segunda vez:
- “Venha conosco! Saberemos como lhe agradecer por tudo o que fez por nossa filha! Sabemos que a trata com muito carinho! Não queremos separar vocês! Ela também o adora. Tem vezes que meu marido tem ciúme, pois Vasti pergunta por você”, a mulher concluiu com risos.

O marido com a cara desajeitada complementou:
- “Não se preocupe, não há do que temer! Falaremos com o Imperador! Ele com certeza precisará de um novo e bom médico, afinal, os de Constantinopla já estão ficando velhos e esquecidos!”.
 

A descoberta

Um dia, em uma das visitas do médico a casa onde Vasti ficava, ao voltar do toalete, Gundeico se deparou com a menina chupando um de seus instrumentos utilizados para estancar sangue de pessoas que haviam sido cortadas por possuírem peste. Primeiro pensamento foi como ele pode ter sido tão displicente em ter deixado sua maleta ao alcance da menina, e depois como faria para desinfectá-la, sendo que já teve o contato saliva/instrumento sujo.
 

Vasti com o instrumento na boca