quinta-feira, 30 de maio de 2013

Vida em Constantinopla

Enfim Constantinopla, a terra que lhe foi prometida.

 Barco com Gundeico se aproximando do Porto Theodosius


Ao se aproximar do Porto Theodosius, percebeu o quanto era hipnotizante aquela muralha que abraçava a cidade. Toda aquela arquitetura lhe embebecia os olhos. Era algo indescritível! Como seu pai mesmo um dia disse.


Porto Theodosius

Ao desembarcar, a família da pequena Vasti apresentou minha nova residência concedida pelo próprio imperador. O mesmo permitia que trabalhasse para a corte real e no Hospital São Sampson, mas é claro que para Gundeico, tudo isto era pouco. 

Hospital São Sampson

Com o passar dos anos, Constantinopla lhe parecia sua verdadeira casa. Conseguia com facilidade se locomover e conhecia cada canto daquela encantadora e misteriosa cidade. Nunca deixou de cuidar de Vasti, que já tinha cinco anos.

Sua fama pela cidade começou a se espalhar e ganhou a confiança do imperador. Mesmo não conhecendo o seu rosto, já que o médico o protegia para não adquirir as doenças que tratava com muito empenho, todos conheciam o seu nome, suas roupas e sua maneira de andar. 

Sua popularidade era tal, que uma vez veio até um soldado chorando rio para que pudesse curar seu cavalo que durante uma corrida, acabou caindo e machucando a pata. Muito embora tenha tentado de tudo, os esforços do médico foi em vão. Tiveram que sacrificar a besta para que evitasse sofrer ainda mais.

No Monastério Feminino próximo ao Myrelaion, ganhou a confiaça e admiração de todos que lá trabalhava. Por ser eunuco, lhe era permitido fazer uma visita pelo menos uma vez ao mês as freiras, aos doentes e as pessoas idosas. Em reconhecimento ao seu trabalho, sempre recebia deliciosos pães.

Outras vezes era chamado ao Aposento dos Eunucos para tratar de algum doente. Gundeico percebeu, que ao contrário dos demais, ele não tinha perdido sua genitália para um açougueiro! Isso o fazia se sentir bem e era uma das melhores formas gratidão que recebia.

Em Porphyra pode auxiliar ao nascimento de alguns dos filhos mais novos do Imperador. Era um lugar majestoso e Gundeico se perguntava como tal lugar poderia ser tão rico.

De todas as edificações na cidade, sem dúvida nenhuma, para o médico, Hagia Sofia era a mais bela: a imponente estrutura bizantina.

 Hagia Sofia

Um dos únicos locais que Gundeico não suportava passar, era pelo Forum Bovis. Não compreendia como tal local era visto como “exemplo”. Torturas e execuções públicas não serviam para nada. Já bastavam as doenças que existiam por ali.


3 comentários :

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Oi Camila,

Gostei muito dessa postagem.
Não só por ter relatado com sensibilidade a primeira impressão de G. Musa da cidade, mas porque você mostrou que conhece o cenário, fiquei surpreso quando vc citou algumas edificações do grande Palácio, como a "Porphyria" e os "Aposentos dos Eunucos".

Também gostei muito como trabalhou a paixão dos Bizantinos pelas corridas de cavalo.

Agora, só falta o Gundeico ir até o hipódromo assistir uma corrida ou ir até o Capitolium comer um peixe frito e assistir uma apresentação circense no "Sigma-Triconch".

Att,

Hugo Marcelo

Camila Numa disse...

hahahahaha
Quero ver ele ir pro Hipódromo com tantos doentes na cidade!
;D

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Ir ao hipódromo é o tipo de coisa que todo bizantino tem que fazer uma vez na vida.

É como ir assistir um jogo "du curintia" no estádio... heheh

Hugo Marcelo