quinta-feira, 30 de maio de 2013

Aprendendo a navegar VII


Como era previsto, a frota de Ragnar, o pai, saiu vitoriosa do ataque dos pechenegues sedentos de riquezas dinamarquesas. Agora, seus desejos estavam sendo saciados com a água salgada do mar e seus corpos, escoltados por tubarões. Mesmo em número superior, todos deveriam saber que atacar vikings no mar era uma tarefa quase impossível de ter sucesso.
Enquanto outras embarcações precisavam de áreas grandes para fazerem suas manobras, os drakkares vikings, ágeis e velozes, o faziam com muita facilidade, permitindo que suas estratégias de batalha naval fossem mais bem executadas. Isso sem contar com todo o conhecimento adquirido através de gerações de bons capitães.

A família de Ragnar descende diretamente de um grande herói do passado, Ragnar Lothbork, considerado um gênio da navegação, assim como um excelente guerreiro, que dominava diversos tipos de armas e, principalmente, era um protegido dos deuses. E, por ter sido digno diante deles, obteve a proteção para toda a sua progênie.
    
Ragnarson, o filho, também havia batalhado no dia anterior. Pela primeira vez, levantou uma espada contra um inimigo e derramou seu sangue. Como seu pai havia lhe dito, enquanto lutava, escutou o som de cavalgadas e imaginou que fossem as valquírias trilhando seu caminho por cima das nuvens, e isso lhe deu coragem. No entanto, assim que matou o seu primeiro inimigo, logo surgiu outro, e mais outro, e mais outro. No fim, havia matado dez pechenegues, mesmo tendo apenas oito anos de idade.
  
Quando a situação se acalmou e os dinamarqueses tiraram tudo o que havia de valor dos barcos derrotados, Ragnar aproximou-se do filho e lhe disse:
     
Estou orgulhoso de você, meu filho. Todos viram como você se saiu contra os pechenegues. Nem mesmo eu imaginava que você pudesse ser tão forte.
   
Pai, eu senti muitas coisas estranhas. Escutei sons vindos das nuves e meu corpo parecia flutuar enquanto matava meus inimigos. E a cada golpe que eu dava, sentia como se uma tempestade se agitasse dentro de mim – respondeu Ragnarson, assustado.
     
Thor esteve ao seu lado, Ragnarson, descendente de Lothbrok. Você será um grande guerreiro. – Ragnar, o pai, tentou parecer confiante nas palavras que dirigia ao filho, mas não conseguiu entender que manifestação poderia ser aquela. O filho não estava mais assustado. Agora a confiança e a coragem transbordavam de seu corpo.





2 comentários :

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Grande Laredo,

Muito bacana esta postagem.
Sinto que as alucinações de Ragnar são o prenúncio de seu dispertar... HEHEHE

Hugo Marcelo

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Talvez valesse a pena colocar uma legenda na imagem. Seria o deus Thor?