quarta-feira, 29 de maio de 2013

Vasti

Devido o esgotamento físico da mãe de Vasti em seu nascimento, o médico aconselhou o casal a ficar em Alexandria. E já tinham se passado dez meses desde seu nascimento.
Seus pais tinham receio em fazer a viagem de retorno com a menina ainda tão frágil e pequena. Isto pelo menos foi o que Gundeico os fez acreditar!

 A pequena Vasti

Passava todas as manhãs na casa do militar para fazer a visita diária e ver como encontrava sua saúde. O incrível era que, mesmo a fazendo todos os dias pegar sol, a pele de Vasti resistia ao bronzeamento ou a queima. Acreditava inicialmente que seus olhos iam ou virar azuis como de sua mãe, ou cinza como de seu pai. Mas até então, o roxo ia cada vez mais se intensificando. Seu peso e altura estavam normais. 

Nas tardes o médico intercalava entre visitas os pacientes em residências e os que estavam no hospital publico que a Escola de Alexandria atendia. Passava o dia cortando, limpando feridas, verificando a evolução de doenças contagiosas e receitando ou encomendando remédios aos boticários do hospital. 

 Frascos na mesa de Gundeico

Gundeico continuava visitando a pequena Vasti e consequentemente, devido seu carinho, palavra atribuída pelos pais e interesse pensada por ele, foi chamado para ser padrinho da menina. Nada o faria mais feliz, afinal, nunca poderia ter filho, mas seria padrinho de uma menina. Uma encantadora menininha.

Os meses foram passando e Vasti parecia nunca adoecer. Ao contrário, possuía uma imunidade de dar inveja a qualquer um. Aos dois anos já falava muitas palavras e dentre elas, a que ele mais gostava de ouvir: “paidinho”. 

Quando ele a visitava, era comum ela tocar em na pele caramelo com sua mão pequena e olhá-la para ver se a cor não havia lhe sujado. Ao perceber que não, sorria com dentes brancos igual o leite de cabra.

Foi por ela que Gundeico sentiu amor pela primeira vez. Uma quase filha branca como a neve, o oposto de sua pele.



3 comentários :

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Que postagem linda!
No início pensei que seria uma criança albina, mas parece que não.

Percebi um instinto materno...hehehe

Hugo Marcelo

Camila Numa disse...

hahahahahahaha
Pô Hugão, tomara que o doutorado voe, pq agora que tu falastes eu tô vendo que não foi só na Svetlana que meu instinto está gritando!
hahahahahahaha

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Putz!
Sinto que meu inconsiente me traiu...
:-)

Hugo Marcelo