segunda-feira, 6 de maio de 2013

Aprendendo a navegar III


Mesmo antes de Ragnarson ter nascido, Ivar já era um grande herói de guerra dos tempos de seu pai, Ragnar. Juntos, os dois conquistaram vitórias, que não foram suficientes para manter o apogeu de povo viking na Europa. Ele fora um bravo guerreiro. Até ter uma das pernas quebradas ao cair do cavalo durante uma caçada. Daí em diante, ele foi mais útil ensinando aos mais novos suas técnicas de luta.
     
Ragnarson já estava cansado quando se dirigiu para onde Ivar o aguardava. Nesse dia, os dois haviam marcado de treinar na beirada de um rio, e o jovem aprendiz precisava comparecer vestido com sua cota de malha e sua espada de madeira.
  
Ivar, o Sábio, era grande e forte, mas possuía uma agilidade incomum para pessoas do seu porte, além da sabedoria que lhe rendera a alcunha. Quando empunhava uma espada, ela parecia ser uma extensão de seu braço, o que tornava impossível a tarefa de desarmá-lo. Até mesmo seu pai, o grande guerreiro viking, tinha dificuldade de praticar com ele.

Assim que chegou, Ragnarson foi instruído por Ivar a se aproximar da água. O garoto deveria sentir a água em seus pés, de modo a deixá-la no nível dos joelhos.

– A água vai ser sua companheira, Ragnarson. Sinta-a. Respeite-a. E nunca abandone sua espada, mesmo que ela tente lhe obrigar.

Enquanto dizia isso, Ivar se aproximou de Ragnarson, segurou na gola de sua cota de malha e gritou:

– Quando você menos esperar, a água lhe chamará. Então aprenda a nadar com sua armadura e sua espada. Eu ficarei na areia lhe esperando. Se você retornar sem uma das duas, terá que voltar e procura-las no fundo. – E jogou o garoto o mais longe que pôde para dentro do rio.



Um comentário :

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Grande Laredo,

O treinamento de um jovem viking não é menos rigoroso do que dos espartanos... HEHEHE

Adorei esta postagem.

Att,

Hugo Marcelo